quarta-feira , 28 outubro 2020

Nova Specialized Epic 2018

A Specialized fez para 2018 uma grande reformulação na sua linha de full suspension de competição Epic. A bicicleta apresenta um quadro totalmente redesenhado, com o sistema Brain totalmente novo, uma nova plataforma de suspensão, além de nova geometria.

Um dos aspectos-chave para o sucesso da Epic durante todos esses anos foi a suspensão traseira Brain com bloqueio automático. Esta suspensão permanece bloqueada e firme até que um impacto das rodas o libere. É um sistema que foi comprovado por sua eficiência tanto em cross country como em maratona e provas longas.

Para 2018, a nova Epic recebe um ‘Brain 2.0’, feito em colaboração com o RockShox, que é projetado para ser ainda mais reativo e mais suave do que seu antecessor. O novo Brain se aproxima do eixo traseiro (na verdade, fica embaixo) para melhorar a capacidade de resposta aos impactos. O caminho do fluxo de óleo também foi atualizado para um desempenho de amortecimento mais consistente, além de serem eliminados pontos de fricção da mangueira com o quadro.

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Um ponto importantíssimo nesse quadro, e que talvez foi passado despercebido por alguns em um primeiro momento, foi o abandono da “essência” da tecnologia FSR, que eram as articulações próximas ao eixo (desenvolvidas pela AMP nos anos 90 e licenciadas para Specialized). Com isso foi possível reduzir 240 gramas na traseira, e montar uma traseira mais rígida segundo o fabricante. Segundo ele, foram projetadas áreas de flexão na corrente e nos Stays superiores para simular o desempenho de um sistema FSR. Com certeza a traseira deve ter ficado mais rígida sem essa articulação, mas a pergunta que fica é se ela será tão eficiente a macia como a boa e velha tecnologia FSR sempre demonstrou ser. Só o tempo dirá.

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A specialized desenvolve a alguns anos um conceito chamado de Rider-First Engineered que é a mesma tecnologia da bike de estrada Tarmac, e traz layups e formatos de tubos de carbono únicos para cada tamanho de quadro. Isso segundo o fabricante permite uma mesma experiência de uso em qualquer tamanho, seja XS ou XL.

Também foi aumentado o comprimento do top tube, criando assim uma dianteira mais longa e teoricamente mais estável. Para que isso acontecesse sem prejudicar a posição do piloto, foi encurtado o comprimento da mesa, o que ajuda também com uma pilotagem mais rápida.
O ângulo de direção foi aberto em 1.5º ficando em 69.5 graus.

A nova Specialized Epic Full 2018 se mostra uma bike bem acertada, em termos de uma geometria mais moderna, uma bem vinda redução de peso, e o aumento na rigidez da parte traseira. Resta saber se o “abandono” do conceito FSR não vai tirar a suavidade de funcionamento da suspensão, que tem feito a boa fama das bikes Full Suspension da Specialized desde os anos 90.

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